Esquizofrenia
Segundo a Organização Mundial de Saúde- OMS, no Brasil, estima-se que 1,6 milhão de pessoas sejam diagnosticadas com esquizofrenia, sendo a terceira maior causa de perda de qualidade de vida entre os 15 e 44 anos de idade.
Os sintomas característicos da esquizofrenia começam a se manifestar na adolescência, envolvem uma gama de disfunções cognitivas, comportamentais e emocionais que resultam em prejuízo em âmbito profissional, social, nas relações interpessoais, no autocuidado, e o funcionamento está acentuadamente pior se comparado ao nível alcançado antes do início da doença
Segundo Manual Diagnóstico de Transtorno Mentais 5ª edição (DSM-V), alguns do sintomas presentes nesse adoecimento são:
- Delírios (pensamentos desconexos com realidade)
- Alucinações (ouvir vozes, ver algo inexistente no ambiente)
- Discurso desorganizado (falando sem nexo com realidade)
- Comportamento grosseiramente desorganizado (ações incoerentes com o contexto ou sem sentido racional) ou catatônico (restrição dos movimentos sem causas físicas)
- Sintomas negativos (por exemplo expressão emocional diminuída ou indisposição para proatividade direcionada a metas, isolamento social)
Embora ainda sofra estigmas, a esquizofrenia possui ampla gama de possibilidades de tratamento com potencial de melhora dos sintomas e dos comportamentos dentro das limitações próprias da evolução desse adoecimento, de forma a possibilitar a melhora da qualidade de vida para esses pacientes e para os familiares. Por isso, procure um profissional capacitado para encontrar a melhor forma de superar os desafios inerentes a esses casos.
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Graduada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), onde fez residência médica em psiquiatria e atualmente pós graduanda em psiquiatria forense pela Universidade de São Paulo (USP).